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Agosto Dourado: Retorno ao Trabalho Não É o Fim da Amamentação, É o Início de uma Nova Luta!

redacao by redacao
20/08/2026
in Últimas Notícias
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Agosto Dourado: Retorno ao Trabalho Não É o Fim da Amamentação, É o Início de uma Nova Luta!

Foto: Reprodução / Freepik

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Por Marina Roveda

Retornar ao trabalho após a licença-maternidade é um dos principais obstáculos enfrentados por muitas mães brasileiras que desejam continuar amamentando. Segundo dados do Ministério da Saúde, as mulheres que trabalham fora de casa costumam enfrentar maiores dificuldades para manter o aleitamento materno, especialmente nos primeiros meses de vida de seus bebês. Contudo, com a orientação correta, é viável organizar a rotina, armazenar o leite materno de forma segura e seguir oferecendo todos os benefícios dessa prática mesmo após o retorno às atividades profissionais.

Miriam de Souza Santos Silva, enfermeira obstetra do Hospital Madrecor, da Hapvida, ressalta que o fim da licença-maternidade não deve ser sinônimo de término da amamentação. “O retorno ao trabalho pode ser emocionalmente complicado e a nova rotina pode impactar a amamentação, especialmente se a mãe passar muitas horas sem amamentar ou fazer a ordenha. O essencial é manter o estímulo das mamas e buscar apoio”, explica.

Miriam recomenda que as mães comecem a se preparar cerca de 15 dias antes de retornar ao trabalho, iniciando a extração e armazenamento do leite, para que o bebê continue recebendo esse alimento mesmo quando a mãe estiver ausente. “Essa é uma recomendação do Ministério da Saúde e faz parte das orientações para a manutenção do aleitamento materno”, completa.

Neste mês de “Agosto Dourado”, que visa conscientizar sobre a importância da amamentação, o planejamento se destaca como um dos principais aliados das mães. “Não é preciso fazer um estoque grande de leite. É mais importante aprender a ordenhar, armazenar corretamente e estabelecer uma rotina que funcione para você”, orienta Miriam. A enfermeira enfatiza que é fundamental que as mães tirem suas dúvidas com profissionais de saúde para que possam se sentir seguras nesse momento.

Incorporando a ordenha à nova rotina

Durante o expediente, a ordenha pode ser uma prática essencial para manter o estímulo das mamas e garantir a produção de leite. Embora existam bombas de tirar leite manuais e elétricas, a enfermeira recomenda a ordenha manual como uma opção acessível e fácil de ser realizada.

Miriam destaca a importância de receber orientações já no ambiente hospitalar. “No Madrecor, a equipe está sempre pronta para apoiar as mães. Logo após o parto, as enfermeiras ajudam a mãe a amamentar e, durante a internação, o setor de lactário ensina como fazer a ordenha, seja manualmente ou com a bomba elétrica”, afirma.

Sobre a frequência da ordenha, a especialista ressalta que ela deve ser adaptada às necessidades individuais de cada mãe e ao tempo de afastamento do bebê. “A produção de leite está diretamente ligada ao estímulo. Quanto mais a mama é esvaziada, seja pelo bebê ou pela ordenha, maior é a produção”, explica.

As mães devem tentar organizar momentos de ordenha durante a jornada de trabalho, respeitando sua rotina e as condições oferecidas pelo empregador. O Ministério da Saúde recomenda que as mulheres se informem sobre as condições de trabalho para a retirada e o armazenamento do leite, como a existência de salas de apoio à amamentação.

Cuidados no armazenamento do leite

Em casa, o leite materno pode ser conservado por até 12 horas na geladeira e até 15 dias no freezer. É importante que o recipiente utilizado seja identificado com a data e hora da coleta e armazenado na parte mais fria da geladeira.

Miriam recomenda o uso de frascos de vidro de boca larga com tampa plástica bem fechada, devidamente higienizados. “Ferva o frasco e a tampa por 15 minutos e deixe secar naturalmente, com a abertura voltada para baixo”, sugere a enfermeira.

No trabalho, o leite retirado deve ser mantido refrigerado e, ao final do expediente, pode ser transportado em uma caixa térmica com gelo. Ao chegar em casa, deve ser imediatamente armazenado na geladeira ou freezer.

Aquecendo o leite com cuidado

Ao oferecer o leite ao bebê, é importante descongelá-lo na geladeira e aquecê-lo em banho-maria, evitando o uso do micro-ondas, que pode aquecer de forma desigual e prejudicar componentes do leite. “Após o aquecimento, é recomendado movimentar suavemente o recipiente para misturar a gordura”, ensina Miriam.

Além disso, a enfermeira sugere evitar o uso de mamadeiras e chupetas, pois podem interferir na amamentação. Uma alternativa é utilizar copinhos, que podem ser encontrados em farmácias.

O apoio emocional é fundamental

O retorno ao trabalho traz não apenas desafios práticos, mas também mudanças emocionais que podem impactar a amamentação. A ansiedade e o estresse podem dificultar a saída do leite, mas não indicam que a mulher não possa mais amamentar.

“O retorno ao trabalho pode ser emocionalmente desafiador, e é essencial manter o estímulo das mamas e buscar apoio”, reforça Miriam. Para ela, acolhimento e informação são cruciais para que a amamentação não se torne uma fonte de pressão para a mãe. “Cada mãe e bebê têm suas realidades. O foco deve ser oferecer suporte e condições para que ela faça o melhor possível dentro de sua realidade”, conclui a enfermeira obstetra.

O papel das empresas na amamentação

A continuidade do aleitamento após o retorno ao trabalho não é apenas responsabilidade da mãe; o ambiente profissional também desempenha um papel crucial. “É importante que as empresas reconheçam a ordenha como uma necessidade de saúde, não um privilégio. Elas devem oferecer um espaço limpo e reservado, além de condições adequadas para o armazenamento do leite. A cultura de respeito entre os colegas também é fundamental”, destaca a enfermeira.

Vale lembrar que a legislação brasileira garante à trabalhadora que amamenta o direito a dois descansos especiais de meia hora durante a jornada, até que o bebê complete seis meses.

Para Miriam, o “Agosto Dourado” é uma oportunidade não apenas para ressaltar os benefícios do leite materno, mas também para discutir as condições que possibilitam que as mulheres consigam amamentar. “Com informação, planejamento e uma rede de apoio, muitas mães conseguem conciliar trabalho e aleitamento. Amamentar é uma responsabilidade compartilhada entre a mãe, a família, os profissionais de saúde, a sociedade e o ambiente de trabalho. Informação e apoio transformam a realidade das mães”, finaliza.

Sobre a Hapvida

Com mais de 80 anos de atuação, a Hapvida se destaca como a maior empresa de saúde integrada da América Latina, atendendo quase 16 milhões de beneficiários. A companhia conta com mais de 77 mil colaboradores e possui uma estrutura robusta, que inclui 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas médicas e 309 centros de diagnóstico. A Hapvida é reconhecida pela qualidade e inovação nos cuidados de saúde, proporcionando recursos humanos e tecnológicos de excelência aos seus clientes.

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