Por Marina Roveda
As redes sociais têm o poder de criar uma ilusão de que todos ao nosso redor estão vivendo momentos extraordinários: festas animadas, conquistas profissionais brilhantes, viagens deslumbrantes. Essa percepção pode gerar um desconforto profundo, conhecido como FOMO, sigla que vem do inglês “Fear of Missing Out”, traduzido como “medo de ficar de fora”.
Verônica Lima, psicóloga da Hapvida, explica que a FOMO não é um diagnóstico clínico, mas um fenômeno social que pode impactar negativamente o bem-estar. “Muitas vezes, as pessoas sentem que suas experiências são menos interessantes do que as dos outros, o que pode levar a um ciclo de ansiedade e insatisfação”, afirma.
As redes sociais frequentemente servem como um filtro que destaca apenas os melhores momentos da vida de alguém. Isso cria uma comparação injusta entre a nossa realidade e a “vida perfeita” que é apresentada online, como ressalta Verônica. “Quando comparamos nossa vida inteira com os recortes felizes de outras pessoas, é natural desenvolver uma sensação de inadequação e a percepção de que estamos ficando para trás”, destaca.
O impacto da FOMO na saúde mental
O fenômeno da FOMO se torna preocupante quando a necessidade de estar conectado começa a interferir na vida cotidiana. Sintomas como ansiedade, irritabilidade, baixa autoestima e dificuldade de concentração podem surgir ou se agravar. Além disso, o impacto não é apenas psicológico; a saúde física também pode ser afetada. O hábito de checar as redes sociais até tarde pode comprometer a qualidade do sono, resultando em cansaço e sonolência durante o dia.
A psicóloga alerta que a FOMO pode se manifestar fisicamente através de tensão muscular, dores de cabeça e até problemas gastrointestinais. Um sinal claro de que esse comportamento pode estar se tornando problemático é a dificuldade de aproveitar momentos presentes, como estar em uma reunião familiar e, ainda assim, ficar constantemente verificando o celular.
“É crucial perceber quando o uso das redes sociais deixa de ser uma escolha e se transforma em uma necessidade angustiante. Sinais como a ansiedade em não conseguir acessar as redes ou desinteresse pelas atividades cotidianas merecem atenção”, orienta Verônica.
Dicas para uma relação mais saudável com as redes sociais
Reduzir a FOMO não implica em abandonar as redes sociais, mas sim em cultivar um uso mais consciente. A psicóloga sugere que as pessoas estabeleçam períodos sem conexão, evitem o uso do celular antes de dormir e silenciar notificações. É importante também limitar a exposição a conteúdos que gerem comparações negativas, priorizando experiências fora do mundo digital.
“Devemos lembrar que as redes sociais mostram apenas uma fração da vida dos outros. Não há necessidade de estar sempre disponível ou saber de tudo. Reconhecer nossos limites é essencial, e não estar presente em certos lugares não significa que estamos perdendo alguma coisa”, conclui Verônica, enfatizando a importância de estar atento aos sinais de que a relação com as redes sociais pode estar se tornando prejudicial.
Sobre a Hapvida
Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é a maior empresa de saúde integrada da América Latina. Com uma equipe de mais de 77 mil colaboradores, a empresa atende cerca de 16 milhões de beneficiários em todo o Brasil, oferecendo serviços de saúde e odontologia. A Hapvida se destaca por sua abordagem centrada no cuidado integral, contando com 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas médicas e 309 centros de diagnóstico, sempre priorizando qualidade e inovação no atendimento.

